A recente aprovação na Assembleia Legislativa que oficializa TEAcolhe e Rede Bem Cuidar como políticas permanentes de saúde representa um marco nas estratégias públicas voltadas à saúde no estado gaúcho. Essa decisão garante que iniciativas consideradas essenciais para o cuidado integral à população tenham continuidade institucional e orçamentária, independentemente de mudanças nos mandatos políticos. Ao transformar essas ações em políticas públicas consolidadas, se busca fortalecer o Sistema Único de Saúde e ampliar a acessibilidade aos serviços, promovendo maior estabilidade e qualidade no atendimento em diferentes regiões.
No caso do TEAcolhe RS, o foco está em oferecer atendimento integrado à pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, conforme a lei estadual que orienta sua atuação. O programa articula uma rede de serviços especializados que atuam em conjunto para superar lacunas no diagnóstico e suporte terapêutico, promovendo inclusão e apoio contínuo às famílias. Essa abordagem reconhece que a saúde vai além do tratamento médico convencional, abraçando também aspectos sociais e de desenvolvimento humano.
A consolidação de TEAcolhe envolve uma articulação institucional complexa, conectando diferentes níveis de atendimento e setores da administração pública. Centros de referência espalhados pelo território estadual trabalham para garantir cobertura completa do programa, com metas claras de expansão nos próximos anos. Esse esforço de ampliar a oferta de serviços faz parte de uma estratégia mais ampla de aproximação da saúde com as necessidades reais da população.
Paralelamente, a Rede Bem Cuidar RS foi pensada como uma estrutura colaborativa entre o estado, os municípios, equipes de saúde e comunidades para promover a melhoria contínua da atenção primária. Esse modelo incentiva a participação ativa dos usuários no processo de cuidado, buscando construir soluções que atendam às especificidades locais e contribuam para a promoção do bem-estar em diferentes contextos.
O impacto de fortalecer a atenção primária por meio da Rede Bem Cuidar está ligado à capacidade de antecipar problemas de saúde e promover ações preventivas. Ao qualificar as unidades básicas de saúde e os processos de trabalho das equipes, cria-se um ambiente que favorece a resolução de demandas sem que estas precisem avançar para níveis de complexidade mais altos, gerando eficiência e maior satisfação dos usuários.
Além disso, a política busca promover um diálogo contínuo entre gestores, profissionais de saúde e a sociedade, com foco em escutar as expectativas das comunidades e ajustar as práticas de cuidado em resposta a essas demandas. Esse tipo de abordagem colaborativa fortalece a confiança no sistema de saúde e incentiva a participação cidadã nos processos de tomada de decisão.
Outro aspecto relevante da oficialização de TEAcolhe e Rede Bem Cuidar é a garantia de financiamento estável, o que tende a assegurar que os investimentos necessários para manutenção, expansão de serviços e capacitação de profissionais sejam realizados de forma planejada e sustentável. Políticas permanentes permitem um horizonte mais amplo para implementação de melhorias estruturais e recursos humanos especializados.
Por fim, a institucionalização dessas iniciativas reforça o papel do estado na promoção de uma saúde mais equitativa e eficaz, colocando a população no centro das estratégias de cuidado. A continuidade dessas políticas pode significar ganhos importantes em qualidade de vida, acesso aos serviços e humanização do atendimento, refletindo o compromisso com os princípios essenciais do SUS e com as necessidades dos cidadãos gaúchos.
Autor : Sarah Jones