Levantamento divulgado em junho aponta Juliana Brizola na frente no primeiro turno, mas com empate técnico contra Zucco no segundo.
A pouco mais de três meses do início da campanha eleitoral, o Rio Grande do Sul já vive o clima da disputa pelo Palácio Piratini em 2026. Uma nova pesquisa de intenção de voto, divulgada nesta terça-feira (23/6) pelo instituto Real Time Big Data, trouxe um retrato da corrida ao governo do Estado e reforçou uma dúvida recorrente entre os eleitores gaúchos: quem realmente lidera essa disputa e o que pode acontecer em um eventual segundo turno. O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre os dias 20 e 22 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-07063/2026. A seguir, veja os principais números da pesquisa e o que eles indicam sobre o cenário eleitoral no Estado, segundo dados publicados pela Gazeta do Povo (https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/real-time-big-data-governador-rio-grande-do-sul-junho-2026/).
O que mostra a pesquisa Real Time Big Data
No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a deputada Juliana Brizola (PDT) aparece na frente, com cinco pontos percentuais de vantagem sobre o deputado Luciano Zucco (PL). A diferença, embora relevante, não é suficiente para descartar uma disputa acirrada até outubro, já que outros cenários simulados pelo instituto mostram um páreo mais equilibrado. Quando os entrevistados foram questionados sobre um eventual segundo turno entre Brizola e Zucco, o resultado apontou empate técnico entre os dois, dentro da margem de erro da pesquisa. Esse dado é especialmente relevante porque indica que, mesmo à frente hoje, a pedetista não teria uma vitória garantida caso a disputa avance para outubro.
O levantamento também simulou outros confrontos possíveis. Em cenários hipotéticos de segundo turno, Juliana Brizola venceria tanto Gabriel Souza (MDB) quanto Marcelo Maranata (PSDB), enquanto Zucco também superaria os dois candidatos nas mesmas simulações. Já em um confronto direto entre Souza e Maranata, o primeiro apareceria como vencedor. Esses resultados sugerem que, neste momento da corrida, Brizola e Zucco concentram a maior parte da preferência do eleitorado gaúcho, deixando os demais nomes em posição mais distante. A pesquisa ainda perguntou em quem os entrevistados não votariam de forma alguma, e os nomes mais citados, novamente, foram os de Zucco e Brizola, o que mostra uma polarização já presente antes mesmo do início oficial da campanha, conforme detalhado pela Gazeta do Povo no mesmo levantamento.
Por que o segundo turno pode ser decisivo
O empate técnico simulado entre Brizola e Zucco chama atenção porque revela um eleitorado ainda dividido, mesmo com a vantagem que a pedetista apresenta no cenário de primeiro turno. Esse tipo de resultado costuma se repetir em disputas estaduais competitivas, nas quais o desempenho de candidatos que ficam fora do segundo turno acaba direcionando votos de forma decisiva. Como a pesquisa também mediu a rejeição aos dois principais nomes, é possível que o resultado final dependa menos da preferência espontânea do eleitor e mais da capacidade de cada campanha de reduzir essa rejeição até outubro. Vale lembrar que pesquisas eleitorais são fotografias de um momento específico, e não previsões do resultado final, algo que a própria publicação reforça ao lado dos números.
Outros institutos também têm acompanhado a corrida ao governo gaúcho ao longo do primeiro semestre de 2026, com metodologias e resultados que variam conforme a data de realização e o público entrevistado, conforme registra o histórico de pesquisas eleitorais para o RS reunido pela Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesquisas_eleitorais_para_a_elei%C3%A7%C3%A3o_estadual_de_2026_no_Rio_Grande_do_Sul). Essa variação é normal em períodos pré-eleitorais, especialmente antes da definição oficial das candidaturas e do início das convenções partidárias. Para o eleitor, o mais importante é observar a tendência ao longo dos meses, e não o resultado isolado de uma única pesquisa, já que fatores como alianças partidárias, debates e fatos políticos ainda podem alterar significativamente o cenário até a votação de outubro.
O que está em jogo na eleição de outubro
Além da disputa pelo governo do Estado, a eleição de 2026 no Rio Grande do Sul também definirá as duas vagas gaúchas no Senado. Os atuais senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) já anunciaram que não vão concorrer à reeleição, abrindo espaço para novos nomes na disputa pela Casa, segundo o histórico eleitoral reunido pela Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_estaduais_no_Rio_Grande_do_Sul_em_2026). No campo das vices, Cláudio Diaz (PSDB) já foi confirmado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Maranata, um movimento que ajuda a organizar o tabuleiro eleitoral antes do início oficial da campanha.
Esse conjunto de fatores, soma-se à necessidade de as principais coligações formalizarem alianças partidárias, o que deve interferir diretamente na composição dos palanques até outubro. O momento também é sensível porque a Assembleia Legislativa do Estado tem, na mesma época, uma agenda intensa de votações que envolve o Executivo, o que costuma repercutir na avaliação de governo feita pelos eleitores nas pesquisas seguintes. Diante desse cenário, é esperado que novos levantamentos sejam divulgados nas próximas semanas, o que deve ajudar a confirmar, ou não, a tendência observada pela Real Time Big Data.
A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul em 2026 ainda está em aberto, e os números divulgados até aqui mostram um eleitorado dividido entre poucos nomes fortes. A vantagem de Juliana Brizola no primeiro turno chama atenção, mas o empate técnico simulado contra Luciano Zucco no segundo turno deixa claro que a corrida pode se decidir nos detalhes, como o desempenho dos candidatos que ficarem fora da briga principal e a evolução da rejeição de cada postulante. Até outubro, novas pesquisas devem ajudar o eleitor gaúcho a acompanhar essa disputa com mais clareza.