Disputa pelo governo do RS fica mais apertada a três meses da eleição

Diego Rodríguez Velázquez
Disputa pelo governo do RS fica mais apertada a três meses da eleição

Pesquisas recentes indicam Zucco na frente, mas Brizola mantém a corrida pelo Palácio Piratini em aberto para outubro

A cerca de três meses da votação de outubro, a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul segue sem um favorito consolidado. Levantamentos divulgados nas últimas semanas mostram cenários diferentes conforme o instituto responsável, o que reforça a leitura de que o eleitorado gaúcho ainda está longe de decidir seu voto. Para quem acompanha a política estadual, entender essas variações ajuda a interpretar melhor o que vem por aí até a votação de 4 de outubro.

Uma pesquisa do Instituto Brasmarket, divulgada em 6 de julho, colocou o deputado federal Luciano Zucco (PL) na liderança da corrida, seguido por Juliana Brizola (PDT), pelo atual vice-governador Gabriel Souza (MDB) e por Marcelo Maranata (PSDB). O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 1º e 3 de julho, com nível de confiança de 95%, segundo dados divulgados pela Agência GBC.

Já uma sondagem da Real Time Big Data, feita entre 20 e 22 de junho com 1.600 entrevistados, apontou um cenário diferente: Brizola aparecia à frente no primeiro turno, com 5 pontos percentuais de vantagem sobre Zucco. No hipotético segundo turno entre os dois, porém, o resultado indicava empate técnico, conforme mostram os dados publicados pela Gazeta do Povo.

Essa alternância entre os dois nomes não é novidade no ciclo eleitoral gaúcho.

Em abril, uma pesquisa citada pelo Poder360 e reunida no compilado de sondagens da Wikipédia sobre as eleições de 2026 no RS já mostrava Zucco com 24% das intenções de voto e Brizola com 21%, distância dentro da margem de erro. Ou seja, a corrida vem sendo equilibrada desde o início do ano.

Parte dessa indefinição tem explicação estrutural. Uma pesquisa do Instituto Methodus, realizada entre 18 e 24 de fevereiro com 1.010 entrevistas presenciais, identificou um índice elevado de indecisão espontânea entre os eleitores gaúchos, sinal de que boa parte do público ainda não amadureceu sua escolha para o Palácio Piratini, segundo o Instituto Methodus.

O pleito de outubro marca o fim de um ciclo para o atual governador Eduardo Leite (PSD), que cumpre o segundo mandato consecutivo e está impedido de concorrer à reeleição. Isso significa que, independentemente do resultado, o Rio Grande do Sul terá um novo nome à frente do governo estadual a partir de 2027, o que ajuda a explicar o interesse elevado em torno da disputa.

Entre os principais concorrentes, Zucco é deputado federal com forte base no interior do estado e no setor do agronegócio. Brizola, do PDT, carrega um sobrenome de peso na política gaúcha e vem mantendo competitividade em praticamente todos os cenários simulados pelos institutos. Já Gabriel Souza ocupa hoje a vice-governadoria e busca capitalizar a proximidade com a gestão atual, enquanto Maranata aparece como opção do PSDB nas pesquisas.

Além do governo estadual, as eleições de outubro também vão definir dois senadores, 31 deputados federais e 55 deputados estaduais para o Rio Grande do Sul

Conforme aponta o levantamento da Wikipédia sobre a eleição para governador do RS em 2026. O primeiro turno acontece em 4 de outubro, e um eventual segundo turno fica marcado para 25 de outubro, caso nenhum candidato atinja maioria simples dos votos válidos.

Nos próximos meses, o calendário eleitoral deve concentrar as atenções na formalização das candidaturas, no fechamento de alianças partidárias e nos primeiros debates públicos entre os postulantes ao governo. É nesse período que boa parte dos eleitores indecisos costuma começar a se posicionar, o que pode alterar significativamente os números apresentados até aqui.

Para quem vive no Rio Grande do Sul e acompanha de perto os desdobramentos da política estadual, o recomendável é observar as pesquisas com cautela, já que cada instituto adota metodologia própria e os cenários mudam conforme a proximidade da votação. A tendência é que a corrida ganhe contornos mais nítidos à medida que as candidaturas se consolidarem ao longo dos próximos meses.

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